Encontro https://www.renatogomesnery.com.br Thu, 06 Feb 2020 13:45:07 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.renatogomesnery.com.br/wp-content/uploads/2020/02/cropped-cropped-icon_Prancheta-1-150x150-1-32x32.png Encontro https://www.renatogomesnery.com.br 32 32 ENCONTRO NOS JARDINS https://www.renatogomesnery.com.br/2020/02/05/encontro-nos-jardins/ https://www.renatogomesnery.com.br/2020/02/05/encontro-nos-jardins/#respond Thu, 06 Feb 2020 00:00:00 +0000 https://www.renatogomesnery.com.br/?p=157

Ao longo da vida se faz muitas amizades. Algumas são para sempre e outras passageiras pela própria dinâmica da vida. Outras se foram para a eternidade.

O Aluísio um amigo de infância faz festa todas as vezes que nos encontramos. O Manoel, o Valdemir, o Walmir, o Luiz, o Zé Luiz, o Túlio, o Juarez, o Hélcio, a Luisiana e tantos outros que não consigo enumerar, tenham certeza que eu os tenho na mais alta conta. O Paulo um amigo de longa data que eu encontro sempre e promete aparecer no escritório para tomar aquele saudoso Whisky, mas nunca aparece. O Fábio e a Beatrice meus queridos colegas de faculdade, também, marcam e remarcam visitas, mas não dão as caras. O Geraldo que está sempre disponível e eu em falta com ele. O Brigadeiro que adia todos os convites dele e os meus. Enfim, aos amigos tudo se faz e a tudo se perdoa.

A vida prossegue. Os laços que unem os amigos são para sempre. Tentei engatilhar novamente com alguns afastados, mas a coisa não engrena. Existe uma tentativa de alguns amigos de internato para que nos encontremos. Foi feito um encontro onde apareceram 10 e existe uma promessa de outros encontros que eu aguardo ansiosamente.

Meus caros e estimados amigos de hoje, de ontem e de sempre, recuso-me aceitar que não consiga reatar muitos laços do passado com o presente. Como não depende somente de mim, o tempo vai passando inexoravelmente e encurtando a distância com o fim. Enfim, esta é uma vã uma tentativa, empreendida por Machado de Assis: atar a duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.

Insisto, os amigos são para sempre. A vida seria estéril e sem sentido sem eles. Daí o meu mais profundo apreço a todos eles. A minha porta continua aberta e recebê-los constituirá um grande prazer. Um apelo: não deixem que o último encontro ocorra num velório nos Jardins!

P.S. Quanto tempo, pois é quanto tempo/Me perdoe a pressa/É a alma dos nossos negócios/Qual não tem de que/Eu também só ando a cem/Quando é que você telefona/Precisamos no ver por aí/Pra semana eu prometo talvez nos vejamos/Quem sabe/Quanto tempo pois é/Quanto tempo…. (Sinal Fechado – Paulinho da Viola).

Renato Gomes Nery. E-mail – rgnery@terra.com.br

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O ENCONTRO https://www.renatogomesnery.com.br/2019/12/04/o-encontro/ https://www.renatogomesnery.com.br/2019/12/04/o-encontro/#respond Wed, 04 Dec 2019 13:33:00 +0000 https://www.renatogomesnery.com.br/?p=189

Neste penúltimo domingo, como faço sempre, vou a Padaria América comprar revistas e jornais. Desta vez encontrei lá Ângela Itacaramby, uma amiga de longa data, que estava acompanhada de uma pessoa que ela me apresentou como Paulo Itacaramby seu irmão. Perguntei a ele se lembrava de mim. Ele disse que não. Fazia 51 anos que eu não o via. Pasmem! Cinco décadas! Nós fomos colegas no internato da Escola Agrícola Gustavo Dutra, em São Vicente-MT. Quanto tempo! Quantas reminiscências!

Nestes tempos de Internet eu me lembrei de tirar uma fotografia com o Paulo e a enviei para o Moacir Portela que é dado a saudosismos. Não é que ele replicou tal foto para o Guilermino que teve a brilhante ideia de fazer um encontro apressado com alguns agricolinos encontrados da época, pois o Paulo estava de passagem e iria voltar, em seguida, para a Costa Rica onde mora. Ressalto que o Paulo é um gênio sempre primeiro de turma e com grande destaque em tudo que fez e faz.

Lá fomos nós para o Restaurante Okada no CPA, na noite de quinta-feira. Todos amigos de internato da segunda metade da década de 60 do Século passado. O Milton Damasceno não se livrou até hoje da ingrata fome que passamos. Pediu e repetiu o pedido do saboroso peixe. O Sidney alegre e falastrão, apesar de ter tido paralisia infantil, foi o melhor goleiro do colégio. E lá estava o Jurandir “marcha lenta” que destravou a macha e falava pelos cotovelos. No final, após umas “biritas”, queria pagar a conta sozinho. O Admir Ferreira sempre alegre e fazendo piadas. O miudinho Zequinha discreto e sorridente. O Juarez Pizza altivo com pinta de milionário. O Guilermino – famoso Guilem – sempre prestativo e amável tentando marcar o próximo encontro. Estas pessoas fazem parte de um mundo encantado que emergiu do passado e de repente se descortinou em nossa frente.

O Roberto Campos dizia que a velhice é uma lanterna de poupa que somente ilumina para trás. E foi o que fizemos. Nos fartamos do passado, onde tínhamos de sobra intransponíveis dificuldades. Gente humilde que queria vencer e venceu transpondo um mar de obstáculos. O internato foi uma escola que ajudou a dar rumo e sentido as nossas vidas para forjar o que somos hoje.

Criticamos ácida e severamente este Pais de dificuldades mil. De onde muita gente partiu a procura de uma vida melhor. Não podemos olvidar que, apesar de todas as vicissitudes e percalços que tivemos, houve condições para nós agricolinos triunfarmos e melhorarmos as nossas condições de vida e a dos nossos filhos. Portanto, nem tudo está perdido. É preciso acreditar e ter fé que no futuro teremos um país mais digno, mais solidário e mais justo. Que assim seja!

Renato Gomes Nery. E-mail – rgnery@terra.com.br

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