Lei de Gerson https://www.renatogomesnery.com.br Sun, 24 May 2020 18:34:44 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.renatogomesnery.com.br/wp-content/uploads/2020/02/cropped-cropped-icon_Prancheta-1-150x150-1-32x32.png Lei de Gerson https://www.renatogomesnery.com.br 32 32 AS IMPLICAÇÕES DA LEI DE GERSON https://www.renatogomesnery.com.br/2012/07/06/as-implicacoes-da-lei-de-gerson/ https://www.renatogomesnery.com.br/2012/07/06/as-implicacoes-da-lei-de-gerson/#respond Fri, 06 Jul 2012 18:23:11 +0000 https://www.renatogomesnery.com.br/?p=324                                        

                                       Vivemos numa época da relativização de valores, onde o mocinho do cinema e da televisão foi substituído pelo vilão simpático, amistoso, carismático, mas vilão. A Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, no seu livro Mentes Perigosas, Ed. Fontamar – 2.008,  afirma – sem esquecer da nossa complacência com a corrupção – que – precisamos rever a nossa tolerância em relação às pequenas transgressões do dia-a-dia, como jogar papel no chão, buzinar em frente ao hospital, urinar em postes, cuspir nas calçadas, estacionar em locais proibidos, não recolher os dejetos dos animais de estimação e por ai vai -. Mas a questão ética e moral não pára ai. Se aprofundarmos um pouco mais, teremos algumas surpresas com a transgressão ética e moral do nosso comportamento social, como veremos a  seguir.

                                      Os convites de casamento – e até alguns de aniversário – vêm acompanhados de uma lista de presentes que se encontra em determinada (s) loja (s), podendo serem  adquiridos até via Internet, através de cartão de crédito. O hábito vira imposição e não se deve ir a um desses eventos sem um presente, já escolhido e determinados pelos anfitriões. Não observar esta regra é como se ferir uma lei imposta a observância de todos. Existe somente uma alternativa, é não ir ao evento, mandando um telegrama de cumprimentos. Fora disto tem-se que gastar o rico dinheirinho para pagar com presentes os gastos da festa ou alguma viagem de lua de mel. Um regra de etiqueta é deixar os convidados a vontade para dar ou não presentes e outra é dizer para eles vocês vêm, mas tem uma contrapartida. Eis, portanto, um manifesto constrangimento, fruto de uma sociedade que esqueceu a noção de amistosos princípios de convivência.

                                      Existe um caso pitoresco, onde uma pessoa foi convidada com expressa condição de trazer um determinado e caro presente de casamento. A pessoa não foi e ainda mandou dizer por que não iria e que se os nubentes quisessem é que comprassem tal presente.

                                      Mas o cinismo não pára ai. Turmas de formandos – com as exceções devidas –  são especialistas em convidar endinheirados para patronos, paraninfos e nome de turma, com a condição de que estes paguem a festa. E isto, as vezes, é feito em detrimento de professores que ganham pouco, mas que contribuíram decisivamente para a formação da turma.

                                      Estas e outras são as pequenas transgressões sociais  nos impedem de ter uma convivência livre, aberta e fraterna  com os nossos semelhantes. Onde ficou  a gentileza – de ceder uma cadeira para um idoso, um lugar ônibus, de não ocupar vagas de pessoas deficientes. O carinho,  o apreço, a amizade e a doçura da dama que se espanta quando algum cavalheiro lhe abre a porta do carro e lhe faz lembrar que ela antes de  ser uma pessoa independente é uma mulher e que uma mulher é uma preciosa flor e deve ser tratada com todo carinho. Mulher não é homem é dama e o homem é, sobretudo, um cavalheiro. E onde se perdeu o cavalheiro e a dama? É imperioso que se  cultive os hábitos  que nos tiraram das cavernas. Não se deve ver na  gentileza, no carinho e no apreço uma ofensa. Somente com o culto e a prática de todos esses saudáveis hábitos e valores é que melhoraremos as nossas relações sociais, mudando a nossa sociedade e fazendo deste um mundo mais amistoso e mais fraterno.

                                      Renato Gomes Nery é advogado em Cuiabá. E-mail – rgnery@terra.com.br

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O PSICOPATA MORA AO LADO https://www.renatogomesnery.com.br/2011/06/22/o-psicopata-mora-ao-lado/ https://www.renatogomesnery.com.br/2011/06/22/o-psicopata-mora-ao-lado/#respond Wed, 22 Jun 2011 23:59:00 +0000 https://www.renatogomesnery.com.br/?p=298                                      

                                      Certa vez, ainda na faculdade, travamos uma discussão com o professor Ivaldo Caetano sobre a questão de algumas pessoas terem ou não consciência daquilo que fazem. Ou seja se têm  consciência do mal que fazem as pessoas. Se chegavam a ter remorsos por isso.  Não chegamos à conclusão nenhuma. Tivemos recentemente, entretanto, a grata surpresa de encontrar esta resposta no Livro denominado de Mentes Perigosas – O Psicopata Mora ao Lado – Ed. Objetiva Ltda – Fontanar – 2.008 – da primorosa autora Ana Beatriz Barbosa Silva. E esta certeza se materializa na figura do psicopata. Afirma ela que os psicopatas são: – frios, manipuladores, cruéis, e destituídos de compaixão, culpa ou remorso. Utilizam do seu charme e de sua  inteligência para impressionar, seduzir e enganar quem atravessa no seu caminho. Estão camuflados de executivos bem sucedidos, bons políticos, bons amigos, pais e mães de família, e não costumam levantar suspeitas sobre quem realmente são -. E os casos mais graves de psicopatas são os bandidos contumazes.

                                      Não se cria psicopata. Nasce-se psicopata. E acrescenta a autora – Assim como os adultos psicopatas, crianças com essa natureza são desprovidas de sentimentos de culpa ou de remorso, características inerentes às pessoas “de bem”. São más em suas essências – . O pior de tudo é que a psicopatia é um transtorno de personalidade, em virtude de uma disfunção neurobiológica (agravada em maior ou menor grau pelo meio social em que vivem) sem cura, pois cura psicológica implica em sofrimento ou desconforto. Como os psicopatas não têm esses incômodos  eles são incuráveis.

                                      Eles visam apenas ao seu benefício. Segundo a referida autora – Os psicopatas em geral são indivíduos frios, calculistas, inescrupulosos, mentirosos, sedutores e que visam apenas o próprio beneficio. Eles são incapazes de estabelecer vínculos afetivos ou  de se colocar no lugar do outro. São desprovidos de culpa e remorso e, muitas vezes, revelam-se agressivos e violentos. E em maior ou menor nível de gravidade e com formas diferentes de manifestarem os seus atos transgressores, os psicopatas são verdadeiros “predadores sociais”, em cujas veias  e artérias corre um sangue gélido. Ao contrário do que se pensa – eles não sofrem  delírios ou alucinações (como a esquizofrenia) e tão pouco apresentam intenso sofrimento mental ( como depressão ou o pânico, por exemplo) -. E por isso são um câncer na sociedade. O exemplo dessas pessoas são os pretensos amigos que nos traem e nos passam para trás sem a menor cerimônia. Adeptos da Lei de Gerson, somente querem tirar vantagens sem medir qualquer conseqüência.  E os casos mais graves que a imprensa noticia a todo momento são: os maridos que batem nas mulheres e  as culpam por isso, assassinos em série, pais que matam filhos, filhos que matam pais, estupradores, ladrões, golpistas, estelionatários, gangues que ateiam fogo em pessoas, criminosos do colarinho branco, empresários e executivos tiranos, políticos corruptos e seqüestradores.  

                                               Os psicopatas não têm consciência e, portanto, empatia que implica em se colocar no lugar do outro. Com a agravante, enfatiza a autora, citando o psiquiatra canadense Robert Here – os psicopatas tem total ciência do seu atos (a parte cognitiva ou racional é perfeita), ou seja, sabem perfeitamente que estão infringindo as regras sociais e por que  estão agindo dessa maneira. A deficiência deles ( e aí é que mora o perigo) está no campo dos  afetos e das emoções. Assim, para eles, tanto faz ferir, maltratar ou até matar alguém quem atravesse no seu caminho ou os seus interesses, mesmo que esse alguém faça parte do seu convívio íntimo. Esses comportamentos desprezíveis são resultados de uma escolha, diga-se de passagem, exercida de forma livre e sem qualquer culpa –.

                                      Inquieta mais no livro  não é  somente a figura diabólica do psicopata e a influência que este personagem exerce sobre as pessoas, principalmente nas novelas, mas a transferência deste comportamento para sociedade (Lei de Gerson). E de certa forma  estamos contribuindo para a promoção dessa cultura psicopata, ao tolerar e até aceitar as pequenas e grandes transgressões. O livro é de leitura fácil, acessível e vale a pena assimilar os  seus ensinamentos, pois, as vezes, o inimigo dorme conosco e não  sabemos, até por que, nem sempre, é fácil identificá-lo.

                                               Renato Gomes Nery é advogado em Cuiabá – e-mail – rgnery@terra.com.br

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